Gostava de ser mais despreocupada. De viver no momento. No agora. Porque, no fundo isso é que importa. Ás vezes dou por mim a fazer planos, a fazer contas, a pensar no amanhã e no depois e nos dias a seguir e no ano que virá. E isso é cansativo. Fartei-me de pensar no que será. O amanhã virá e depois logo se vê. Sem pressas, sem exageros, sem pessimismos. Aconteça o que acontecer, foi porque eu quis. Foi porque os meus actos e as minhas decisões precipitadas ou não, me levaram por esse caminho. Cheguei a conclusão que enquanto eu estava aqui a pensar, a preocupar-me, estava a perder a vida lá fora. Vida essa que é só uma. Não vale apena perder o sono e passar noites mal dormidas, quando nem sequer sabemos o que vai acontecer. Não vale apena termos medo, quando ainda nem sequer arriscamos. Não compensa olharmos para o passado, quando ele já lá vai (e quantas vezes eu já fiz isso). Não vale apena ficarmos por casa, quando podemos sair e espairecer. Não adianta desejarmos ser outro alguém, quando o que somos é bem melhor. Vou-me deixar ir. Vou tentar preocupar-me menos. Vou deixar os pensamentos negativos e as preocupações bem lá para trás. E vou viver. E por agora, vai ser assim. E depois.!??. Depois, logo se vê, logo se decide.

Acho que já me habituei a ideia que não posso agradar a toda gente. Sejamos ou demasiado benevolentes, ou nada simpáticos, ou muito espontâneos ou um tanto tímidos, haverá sempre alguém que não irá gostar de nós. Seja pela personalidade, ou pelo aspecto exterior. É um conceito que já está formulado a muito tempo dentro de mim. É com o tempo que deixamos um pouco de lado os preconceitos, as preocupações que com o passar dos anos nos vamos apercebendo que eram nada mais do que fúteis, é com a idade que se vai crescendo e vamos nos tornando mais maduros e atentos aos sinais. Acho que já não vale apena tentar ser plausível e querer que gostem de mim a todo o custo. Se não gostam, esse é um problema de cada um. Já não existe cá dentro ninguém preocupada em agradar.
A melhor alternativa está em sermos nós próprios, com os nossos defeitos e qualidades. É assim que deve ser e é assim que será.
