Uma das coisas que eu admito é que efectivamente eu não sei tudo. Não sei pronto. Gostava de saber, mas não sei. Sou muito ignorante numas coisas, e inocente que chegue noutras. Não me gabo de saber tudo, nem nunca sequer o fiz. Sou honesta até ao ponto de admitir que não sei. E aliás, se a coisa que eu não gostava era de saber tudo. Que piada tem isso.?. Que honestidade é essa de dizer aos outros que eles não sabem nada e que só eu é que sei tudo.?. Que falta de respeito é esse de falar a boca cheia que mais ninguém sabe o que é a vida e que só eu é que sei.?. Vamos lá, descer do nosso pedestal e sermos honestos uma vez na vida. Ninguém nasce ensinado, ninguém nasce com a sabedoria toda, ninguém nasce perfeito, ninguém nasce a saber para o que vai. Aprendemos, cometemos erros, ganhamos experiência, porque afinal a vida é mesmo assim. É um caminho que vamos construindo e no qual ás vezes existem quedas repentinas. É isso que faz de nós seres humanos. É isso que nos torna únicos. É essa capacidade de conseguirmos superar os problemas que vamos tendo, por mais difícil que sejam. É isso que nos torna verdadeiros. É sermos honestos e admitirmos que por vezes estamos errados e que temos que mudar. É chegarmos a conclusão que se calhar, bem se calhar, eu não sei assim tanto como pensava que sabia, como eu tantas vezes cheguei. É isso que tem valor. E é isso que eu valorizo em alguém. Alguém que é inteligente o suficiente e honesto e que admita que não sabe tudo. E é isso que faz falta em muita gente. Faz falta pessoas assim, porque pessoas egoístas, malcriadas, egocêntricas, que impõem a sua verdade e a sua opinião aos outros, que vêem os defeitos de toda gente, menos os deles próprios, que passam dias, semanas e meses a repetir o passado sem viver o presente, que acusam constantemente os erros dos outros sem sequer olhar para os seus, não pessoas assim nós não precisamos, pessoas assim já existem a mais. O que nós queremos e o que eu quero é alguém verdadeiro, sincero e honesto. É só disso que eu preciso. E acho que não é pedir muito, pois não?. Pois não.
Oh yeah.!!
Ás vezes pode até ser implicância minha. Todos nós implicamos com certas pessoas. E elas até podem ser de facto boas pessoas. Podem estar até sempre disponíveis para ajudar, podem até ser cheias de boas intenções, podem até ser de facto verdadeiras no que transmitem, podem até estar do nosso lado nos momentos mais difíceis, mas na verdade, quantas realmente são assim.?.. Muito poucas o são. Muito poucas são as pessoas que nos ajudam, quando realmente estamos mesmo em baixo. E acreditem que eu sei do que falo e sei disso porque o vivi e conheço quem o tenha vivido pior do que eu. E por isso, talvez eu tenha perdido a fé ou a esperança [e chamem a isso o que quiserem], nas pessoas. E eu sei que não sou perfeita. Tenho defeitos como toda gente tem. Tenho imensas falhas, e já cometi tantos mas tantos erros. Eu não sou mais do que ninguém nem nunca o vou ser. Tento muitas vezes ser uma pessoa melhor [mas na verdade, nunca chego sequer a tentar], por preguiça, por falta de vontade ou por medo. Eu não sou melhor, mas sei que não sou pior. Eu sei que sou leal. Eu sei que sou sensível. Eu sei que não sou falsa ou hipócrita. Eu sei que não prometo o que sei que não consigo cumprir. Eu sei que no fundo eu sou boa pessoa. Eu sei que posso contar comigo mesma. Mas não sei se posso contar com pessoas que na verdade mal conheço. Que na verdade nem sequer sei se são realmente boas pessoas. Se calhar preciso de mais tempo para as conhecer melhor ou se calhar nem vale apena.
E quem vê a serie como eu a vontade é ainda maior. Oh se é...!!
Já são 23. E parece que não mas já são bastantes. Ás vezes gostava que fossem apenas 10 ou 12, pois era mais fácil. Era mais feliz, mais despreocupada e mais inocente. Não, que não tivesse problemas, mas não pensava neles. Passavam-me ao lado. Era tudo tão simples, tão puro, tão brilhante. Mas, não, não faço 10 faço 23 e tenho que convencer a mim própria que a partir de agora será sempre a subir e nunca a descer. Mas lembro-me como se fosse hoje o dia em que fiz 18 anos. Foi de todos o melhor aniversário que já tive. Foi a melhor sensação que alguma vez pude sentir e a qual nunca vou conseguir explicar. Os 23 vão ser bons, mas não vão ser os 18. Porque os 18 são únicos. São uma transição. Quando-se entra na casa dos 20, tudo parece que perde um pouco o encanto. Já somos crescidos, adultos, homens e mulheres feitos e já não dá-mos tanta importância as pequenas coisas, aos momentos mais importantes. Mas, eu não, eu nunca perdi esse brilho. Porque eu tenho 23, mas de espírito tenho 10. E é o espírito que permanece vivo. Eu ainda me sinto como uma criança. Uma criança já grande, mas pequenina. E é assim que quero manter-me.
Mas ainda que adulta, quero que os 23 sejam bons. Quero que tragam mudanças positivas. Quero que venham carregados de alegrias e de menos tristezas.
Sei que são mais as responsabilidades, mas quem não as tem.??...
Sei que são mais as responsabilidades, mas quem não as tem.??...
Só quando perdemos realmente algo ou alguém é que no fim damos o valor. No fim de contas olhamos para trás e apercebemo-nos que até podíamos ter feito melhor, até podíamos ter nos esforçado, até podíamos ter telefonado, até podíamos ter deixado o egoísmo e o comodismo de lado, até podíamos ter perdido alguns minutos do nosso dia a perguntar se ele ou ela estavam bem, até podíamos ter feito tudo isso e muito mais, mas no fim não fizemos e são as nossas escolhas que em muitos momentos da nossa vida nos definem. Claro que nem sempre a culpa é nossa e nunca devemos em altura nenhuma acarretar com a culpa toda em cima. Obviamente existem excepções a regra e a casos em que a culpa é toda nossa e de mais ninguém. Mas a outros casos em que a outra pessoa também podia ter feito o mesmo, mas também preferiu não o fazer, e aí meus amigos, pouco existe realmente a salvar.
