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Depois de quase três meses de ausência decidi voltar. Tem sido complicado por estes lados. Para além de todos os acontecimentos pessoais e familiares que tem acontecido comigo, também a minha motivação para escrever tem sido praticamente nenhuma. E por isso estive ausente. Tinha mesmo necessidade disso. E por isso desculpem, esta minha ausência, mas por vezes temos mesmo necessidade de estar sozinhos por um tempo. Mas, prometo que voltei. E desta vez é de vez. Prometo.
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Neste momento, estou de férias. Estou desde o dia 1 até ao dia 14. Não fui nem vou para lado nenhum. Vou ficar por aqui. Tenho aproveitado estes primeiros dias para descansar, para pôr o meu sono em dia. Tenho passeado e também aproveitei para ir aos saldos, para fazer algumas primeiras compras. Tem sido bom. Este ano, as minhas férias vão ser assim. Para o ano que vêm será melhor, certamente. Agora é só aproveitar para descansar ao máximo e (re)carregar as baterias.
Enquanto, que por vezes fazemos amizades no trabalho, que queremos preservar e pelas quais nutrimos um grande carinho, por outro lado, existem aquelas colegas que conhecemos e das quais gostamos logo de imediato, mas por alguma razão, o sentimento não é reciproco. E até hoje não consigo entender porque. Acho que estou mesmo tentada a desistir de vez. Por vezes temos que desistir de algumas pessoas. E com muita pena minha. Não sabe ela o que perde. Não sabe mesmo.
Por vezes, fico um pouco desiludida, pois parece que o meu trabalho nunca é reconhecido. Esforço-me. Fico muitas vezes depois da hora. Tento adiantar o máximo de trabalho possível que posso para as minhas colegas e mesmo assim é sempre os outros que levam os prémios e eu não. É frustrante. É mesmo. Existem dias que só me apetece arrumar as minhas coisas e ir embora. Só não o faço, pois tenho responsabilidades e assumi-as e agora tenho que as cumprir. Mas, mais tarde ou mais cedo é isso que antevejo que vá acontecer.
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Para a minha melhor amiga. Para a minha pessoa preferida. Para aquela que está sempre lá quando preciso ou quando estou mais em baixo. Para aquela que sempre se preocupou que nunca nada me faltasse. Aquela que me pós sempre em primeiro lugar acima das suas próprias necessidades. Amo-te, daqui até á lua. Obrigada por existires. Sou uma sortuda por te ter como mãe. Saiu-me a sorte grande.
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Eu sei. Estive outra vez desaparecida. Já fez um mês dia 9. Para minha defesa, tenho tido muito trabalho. E nos dias que tenho folga, só me apetece estar no sofá o dia todo sem fazer nada. Para além disso eu não tenho andado nada bem. Existem dias que até estou bem e feliz. Mas, outros que só me apetece ir para um canto da casa e chorar. Têm sido dias de altos e baixos. É o que é. Na vida, as coisas nem sempre correm como nós queremos ou desejamos. E nem sempre estamos onde queríamos estar. Eu, por exemplo, olho para mim e penso, fogo não estou nem a metade a onde queria estar. Tenho 33 e quando tinha 18 pensava que iria ter uma vida pessoal e financeira estável. Estava tão enganada. Nem eu própria imaginava. Mas tem que ser um dia de cada vez. É o que eu tenho dito a mim mesma. Tem calma. Tudo se vai resolver pelo melhor. E prometo que agora vou ficar por cá. É uma promessa.
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Eu sabia que 2024 ia ser desafiante, mas não sabia era que iria ser tão complicado. Estes primeiros meses do ano estão a ser dos mais difíceis que eu alguma vez vivi. E olhem, que já vivi momentos mesmo muito complicados. Para além da minha vida não se encontrar nada bem a nível familiar e financeira, também eu própria, não me encontro nada bem. Sinto-me em baixo. Sem vontade de fazer nada nem de ver ninguém. Nem de falar com ninguém. Só me apetece enfiar-me num buraco e nunca mais de lá sair. Está a ser complicado. Todos os dias é uma luta constante. Sei que ultrapassei uma grande etapa na minha vida. Mas ainda existem muitas batalhas para vencer. Ainda estamos em março e até ao fim do ano muita coisa pode acontecer.
Estive ausente. Eu sei. Culpa minha. Mas, a minha vida mudou tanto nestes últimos quase quatro meses e tive tantos momentos menos bons que a minha vontade em vir até aqui era praticamente nula. Já para não falar que quase não tive tempo nenhum. Sim, porque o processo de comprar uma casa não é nada fácil. Nem imaginam a quantidade de papéis que tive que arranjar, papelada que tive que preencher. Já para não falar que antes de tudo isso tive um dia inteiro da minha folga a ver casas para comprar. Foi um processo exaustivo. Não só físico mas também psicológico. Fui-me a baixo muitas vezes. E muitas vezes o banco recuou e quase que não consegui comprar a casa onde vivo atualmente. Foi difícil. Quase desisti. Pela primeira vez na minha vida queria desistir. Desistir de tudo. Senti-me impotente durante todo este processo. Mas consegui. Cheguei até aqui. Já tenho a minha casa. A minha primeira casa de verdade. É um misto de emoções. Valeu apena todo o esforço e lágrimas derramadas. E por isso, desculpem se estive ausente. Mas depois da escritura da casa, veio a mudança. E depois entretanto veio as obras que foram muitas e depois lá chegou o Natal. Entretanto chegou o novo ano. E com ele muitas mudanças que vão acontecer. 2024 vai ser desafiante para mim. Vai ser de sacrifícios. Mas vai valer apena.
Costuma-se dizer que depois da tempestade vem a bonança. Não é que foi mesmo isso que aconteceu. Depois de uma sucessiva chegada de más notícias, lá veio uma boa. Mas, antes disso já tinha passado um dia inteiro a ver casas para comprar e outro dia inteiro a tratar de toda a documentação que era necessária e que a imobiliária tinha pedido. Depois de toda essa correria. Tive a resposta. Que sim. Que o banco aprovou o meu crédito á habitação. Com uma taxa fixa, razoável e perfeita para mim. Aquilo que vou pagar pela minha casa é quase metade do que ia pagar por uma renda. Estou bastante satisfeita. Claro que e escusado será dizer que estes dias e até ao final de Dezembro e início de Janeiro vão ser caóticos. Entre ter que ir ao banco e abrir nova conta, mudar de morada em tudo o que é preciso, mudar de casa, fazer obras na minha casa nova e depois veem o natal e aquela azafama toda que é propício da época. Vai ser caótico. Mas vai valer apena. No final tudo vale apena. Mal posso esperar.
Bem sei, que tenho estado bastante ausente daqui, mas estes últimos, quase três meses não tem sido mesmo nada fáceis. Tem sido mesmo muito complicado para mim conseguir gerir tudo o que está acontecer na minha vida neste momento. Existem dias em que a minha vontade de sair da cama é praticamente nula. Só me apetece ir para um canto e chorar. Entre ter que mudar de casa e ter que encontrar uma decente que tenha o mínimo das condições para viver e que não peça uma fortuna de renda, porque senão caso contrário tenho que vender um rim para conseguir pagar uma casa decente por mês; e isso não pode mesmo acontecer, até porque obviamente preciso dos dois para viver. Claro que a melhor opção no meio de todas as péssimas opções anteriores é comprar uma casa. A minha primeira casa. E neste momento o mercado da habitação está para lá de caótico e está mesmo complicado, até porque os bancos não financiam a cem por cento e tem que se ter sempre os tais dez por cento de entrada e já não estou a falar das despesas habituais para pagar a escritura. Enfim. Estou neste momento um caco. Apetece-me pegar numa almofada e gritar, sem ninguém ouvir.
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Nazaré é uma cidade lindíssima. Estivemos só cinco dias, mas valeu apena cada minuto. Esteve calor e estavam imensos, mesmo muitos turistas por lá. Sempre que saímos á rua para irmos até ao centro da Nazaré para conhecermos a cidade e fazermos umas compras, estava sempre imensa gente. O que por um lado é bom por outro era um pouquinho caótico, mas nada que não se aguentasse. Houve um dia em que tivemos a oportunidade de irmos numa espécie de comboio e que nos levou até ao ponto mais alto da Nazaré. Só tenho a dizer que quando cheguei lá em cima e vi aquela vista maravilhosa pela primeira vez, não tive palavras. Não tive mesmo. Não existe vista mais fantástica do que aquela. Nenhum dinheiro no mundo consegue comprar aquela sensação de estar ali naquele momento. Foi incrível. As pessoas são afáveis e super simpáticas e foi tão giro ver aquelas casinhas todas pintadinhas e pequeninas naqueles bairros juntinhos e fofos. Foi uma experiência muito boa e tive uns dias fantásticos por lá. Amei de verdade. Mesmo.
Mais uma música que já está na minha lista do spotify. Estou viciada nela. E descobri-a por acaso no TikTok. Aliás todas as músicas pela as quais estou apaixonada últimamente descobrias por lá. O TikTok é uma verdadeira descoberta não só de novas músicas, mas também de novos produtos de beleza e até maquilhagem. E esta música é só mais uma das muitas que estou amar no momento. Adoro-a.
É um facto que nunca podemos agradar a toda gente, até porque ninguém o consegue fazer. É simplesmente impossível fazê-lo. Mas, também é um facto de que quando sabemos a boa pessoa que somos e aquilo que valemos, nada nem ninguém pode mudar isso. Mas, mesmo assim e por mais que a gente faça e por mais que se ajude as colegas de trabalho, vai existir sempre alguém a criticar o que fazemos de mal. Sempre. Nunca veem o que fazemos bem. Mas vos garanto que se fizermos alguma coisa mal, essas mesmas pessoas vão logo ver e contar as outras. Logo. A sério. Chega a ser mesmo frustrante, até porque se existe pessoa que é boa e com bom coração e que tem as melhores das intenções sou eu e que tenta sempre ajudar toda gente e que está sempre preocupada. Mas isso ninguém vê.
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Sabem quando descobrimos uma coisa através de outra pessoa que nos deixa triste?. Pois é. É nessas alturas que refletimos e olhamos para trás e pensamos que podíamos ter feito algumas coisas de maneira diferente, mas não fizemos. E esse foi o meu caso. Podia ter mudado tanta coisa. Podia ter agido de outra maneira. Podia ter guardado mais coisas para mim e não partilhar com mais ninguém. Mesmo que sejam coisas sem importância alguma, eram minhas e não devia tê-las dito a ninguém. Por mais que se goste de alguém e se confie nessa pessoa, nunca sabemos a que ponto ela realmente é de confiança ou não. E nesse dia fiquei mesmo de pé atrás, até porque é uma pessoa que de quem eu gosto realmente muito e não gostei que andasse a contar coisas minhas pessoais a outras pessoas. Fiquei realmente triste e desiludida. Esperava mais dessa pessoa. Esperava mesmo. Mas, olha foi uma lição que aprendi. A partir de agora, nunca mais abro a minha boca para falar seja do que for com aquela pessoa. Pelo menos acerca de coisas pessoais minhas. Nunca mesmo. Foi uma lição para a vida.
Cada vez mais chego á conclusão que só trabalho com crianças e não com adultos. Porque se trabalhasse com gente adulta e responsável não tinham atitudes infantis mesmo próprias de uma criança de cinco anos. E olhem que existe crianças de cinco e seis anos com mais maturidade do que muitos adultos que conheço. É triste é mesmo. Mas é o que é. É a realidade onde trabalho. E depois vais isto para um cargo de chefia. Um idiota infantil. Enfim. Sem mais comentários a fazer.










